domingo, 25 de julho de 2010

Palmira

Palmira é meu nome. Terceira mudança. Desta vez para a janela da cozinha. O sol é mais forte e ninguém se dá conta disso. Tá, os humanos têm protetor solar. Mas palmiras não têm. Eles esperam que agente se adapte. Fácil, né? ''Ah, elas se acostumam, meu bem''.
Eles podem mudar de localidade e clima, mas mudam de roupa. De nós esperam algum milagre orgânico. Além de fotossintetizantes, deveríamos ser produtores de substâncias que nos tornem imunes. Sempre. Ao excesso ou falta de água, de sol, de umidade... Eu queria mesmo é dizer a alguns '' Vamos lá, para que drogas? Estimulem-se! '' ''Tirem o efeito de vocês próprios''. E isso não é tanto ironia. Deve haver um meio. Mas é claro que não é pá puf. Assim como eu não produzo coisas do nada.
Ei, vocês inventaram a máquina! Eu sou planta. Plantinha... alô ô.
E aos vegetarianos, gostaria de me apresentar. ''Prazer, Palmira...!''

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