quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Acho que estava congelada


Viver é como abrir câmera para a paisagem.

Contar o que vivemos é como clickar. 

Capturar.


Porque não é sempre sobre o presente.

É sobre processar o presente. 

É o presente alguns segundos mais.


Sem pressa de embora, para que tudo seja absorvido. 

Como qualquer informação leva tempo para ser registrada por uma máquina.

Armazenada.


Agora entendo: minha falta de memória é falta de fé.

Falta de amor ao vivido, para nele me estender.

Só por uns segundos mais.


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