Completamente habitável e rodeada de meios de transporte que permitem o acesso a
outras cidades do Brasil.
outras cidades do Brasil.
O único porém da Cidade dos Cúmplices – e o maior (ou melhor) de todos – é a limitação imposta pelos moradores mais antigos: não se entra na cidade até que sua ficha de fidelidade seja rastreada por uma espécie de polícia de fronteira. Uma espécie de polícia de fronteira muito diferente, que não considera nacionalidade.
A consequência da aplicação dessas leis: inimigos são criados, pois a eles não é concedida a permissão para que se entre na cidade. No entanto, os inimigos estão para além da linha férrea, dos circulares e dos espaços públicos. A cidade é cúmplice e nela não há inimigos. Todos são livres para que suas idiossincrasias sejam colocadas em prática.
Lá encontram exílio os que pretendem viver sobre solo estrangeiro motivados pelo desconhecimento e pela aparente contenção das notícias no que diz respeito a seu tráfego para o indesejado. O indesejado: aquele que seria barrado pela polícia local da Cidade dos Cúmplices.
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